O clima quente e úmido do Brasil com muita chuva e calor, permitiu que diversos tipos de doenças se proliferassem e fossem transmissíveis por meio de mosquitos como o Aedes aegypti infectado. Uma delas é a dengue, a zyca e a chikungunya. A diferença de uma doença para a outra, é a intensidade dos sintomas que se manifestam. Em muitos estados e cidades brasileiras, o ministério da saúde tem promovido campanhas de combate e prevenção destas doenças.

Sintomas das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

Para se ter clareza a respeito das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, é preciso conhecer os sintomas de cada uma delas:
Dengue: febre alta, dores de cabeça e atrás dos olhos, perda de apetite, manchas na pele, náuseas, vômitos, tontura, cansaço extremo, moleza, dor no corpo, nos ossos, nas articulações e no abdômen;
Zyka vírus: febre baixa, dor nas articulações, nos músculos, na cabeça, atrás dos olhos e no abdômen, conjuntivite, erupções no corpo que causam coceira, diarreia, constipação e pequenas úlceras na região interna da boca;
Chikungunya: dor forte nas articulações, nas costas, na cabeça e nos músculos, febre, erupções na pele, fadiga, náuseas e vômitos;

Formas de transmissão do Aedes aegypti

A transmissão do vírus da zyka, dengue e chikunguya é feita pela fêmea do Aedes aegypti. O tempo de vida do mosquito adulto transmissor é de 45 dias. O ciclo se inicia quando ela bota os ovos em recipientes com água, que logo se transformam em larvas. Na água as larvas vivem cerca de uma semana. Passado esse período, elas se transformam em mosquitos adultos, prontos para iniciarem o ciclo novamente.
Qualquer recipiente com água parada, é lugar de depósito de ovos do Aedes aegypti: pratos de plantas, garrafas pet, copos, pneus, barris, tampas de garrafas, piscinas destampadas, água parada de vaso sanitário, lixo a céu aberto que acumule água da chuva, bebedouro de animais domésticos (cães, gatos, pássaros) e entre outros.

Diagnóstico e tratamento correto

Após a pessoa ser picada pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue se manifestará entre três e quinze dias para de fato aparecerem os sintomas da doença. No caso da chikungunya e da zyka, podem ocorrer a manifestação dos sintomas de três a doze dias.
Apenas um médico é capaz de realizar o diagnóstico correto da doença, através de exames de sangue. Se for confirmada a infecção, o paciente deve guardar repouso, ingerir bastante água e sucos naturais, tentar alimentar-se corretamente e não se automedicar com qualquer medicamento de origem desconhecida.
O Ministério da Saúde informou que adquiriu 500 mil testes de PCR (Proteína C Reativa) e de Kit Nat, que detecta o vírus da dengue, zyka ou chikungunya nos primeiros cinco dias de manifestação dos sintomas. A sorologia presente no PCR, permite a identificação correta do vírus ou bactéria que está causando a doença. O zyka vírus apesar de ser inofensivo e os sintomas durarem por menos tempo, a preocupação dos médicos e especialistas é com a ligação que há entre a doença e os casos de microcefalia em bebês cujas mães adquiriram o vírus ainda grávidas.
A microcefalia é uma condição em que o bebê nasce com a cabeça menor do que o corpo, o que pode complicar a parte neurológica e de desenvolvimento da criança ao longo de sua vida.

Possíveis complicações da dengue, zyka e chikungunya

Se não forem identificadas e tratadas corretamente, tais doenças podem se complicar e apresentar perigo para a saúde:
1.Complicações da dengue: choque circulatório, hemorragias, problemas nas vísceras, como hepatite e encefalite; já o choque circulatório pode gerar problemas neurológicos, cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural (acúmulo de líquidos anormais na pleura, uma camada de pele fina que reveste as vísceras). Se essas complicações não forem tratadas rapidamente, o paciente pode vir a óbito.
2.Complicações do Zyka vírus: pode se manifestar como um problema neurológico, como a Síndrome de Guillain-Barré, que com o tratamento correto pode ser revertido; nas gestantes, o risco de o bebê nascer com microcefalia é bem maior, o que infelizmente é uma situação permanente nas crianças.
3.Complicações da chikungunya: dores musculares intensas que impedem o indivíduo e realizar as atividades simples do dia a dia; possibilidade de que a doença volte a acontecer depois de um tempo.
Desde 2016, o Ministério da Saúde informou mais de 1,4 milhão de casos de dengue no Brasil, sendo maior parte manifestada no Sudeste do país com 842.741 casos. Em segundo lugar ficou o Centro-Oeste, com 168.498 casos; o Sul, com 72.048 casos confirmados, o Norte do país com 37.854 casos. O número de casos confirmados de chikungunya foram de 236.287, e o de zyka vírus foram 200.465 casos confirmados.

Previna-se contra as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

– Deve-se manter a caixa d’água da casa bem tampada e limpa. O mosquito Aedes aegypti gosta de água limpa, mas não precisa ser necessariamente potável;
– Limpar o quintal da casa, retirando o lixo: pneus velhos, recipientes vazios, tampas de garrafas, tampas de objetos e tudo o que possa acumular água;
– Trocar a água do bicho de estimação, evitando deixá-la parada por muitos dias, principalmente se o dono fica fora por muito tempo;
– No caso de plantas, deve-se tomar cuidado com o pratinho de água debaixo do vaso de planta, que pode ser um criadouro do mosquito. Pode-se enchê-la de areia para evitar o acúmulo de água;
– Ensinar as crianças a sobre a importância de manter o quintal limpo, os objetos virados para baixo para não acumularem água;
– Fazer o uso de repelentes à base de água, que protejam a pele contra picadas de mosquitos, principalmente se for viajar para uma região distante que já tenha casos de dengue, zyka e chikungunya confirmados.
– Jogar água sanitária ou desinfetante nos ralos da casa;
– Deve-se limpar as calhas da casa, que podem acumular água da chuva e serem criadouros de mosquito a céu aberto;
– Pense na possibilidade de colocar telas nas janelas da casa, que impedem a entrada tanto de mosquitos da dengue como de outros insetos transmissores de doenças;
– Lagos e piscinas paradas podem ser grandes gerar focos do mosquito. A criação de peixes que comem as larvas do mosquito, podem minimizar o problema;
– O cuidado deve ser redobrado com crianças e idosos, pois apresentam condição física mais frágil;
Em um país imenso como o nosso, cada um deve fazer a sua parte e cuidar do próprio quintal, rua, lixo e espaço, evitando que os focos do mosquito encontrem lugar para se reproduzirem. A melhor forma de prevenção é agir por antecipação, informando-se sobre o clima predominante das cidades, os últimos casos registrados dessas doenças, passando estas informações adiante, para vizinhos, parentes e amigos, para que todos lutem pela mesma causa e não abaixem a guarda.
Só quem já teve alguma dessas doenças sabe o quanto podem ser dolorosas e difíceis de suportar. Para que não se repitam e façam mais vítimas, todos devem ser unir e combater o Aedes aegypti. Principalmente nas crianças e idosos, os sintomas da doença podem ser bem fortes e difíceis de detectar. Nos casos de febre alta, o corpo fica extremamente aquecido, podendo causar uma desidratação severa. Por isso a ingestão de água é muito importante para reidratar o corpo e manter as funções vitais.