Imagine um dia nublado ou uma janela embaçada. A catarata é uma doença que pode ser identificada pela perda de transparência do olho. Ou, para explicar melhor, da transparência do cristalino, a lente que serve para que tenhamos noções diferentes de foco. É por isso que uma pessoa com essa condição pode apresentar um olhar mais opaco, embaçado mesmo.

Mas embora essa doença nos olhos possa afetar a visão, essa não é uma regra. Com diferentes características, a catarata pode causar cegueira, entretanto, suas consequências variam entre cada indivíduo. É importante fazer um diagnóstico precoce com um profissional qualificado. Isso vai garantir que a doença seja tratada o quanto antes, evitando consequências mais sérias.

Aprenda mais detalhes sobre o que a catarata pode causar no artigo a seguir!

Conheça os tipos de Catarata

Mais comum em idosos, essa doença nos olhos é responsável por mais da metade dos casos de cegueira, parcial ou completa, em todo o mundo. A catarata afeta o cristalino, que é uma espécie de lente natural descrita como biconvexa e transparente. O objetivo dessa região é focar a luz que passa pela retina.

O tipo de catarata mais comum é o causado pelo idade mesmo. Cerca de metade da população acima de 65 anos sofre ou vai sofrer com essa perda de transparência focal. No entanto, essa versão da doença pode surgir já a partir dos 40 anos.

Também existe o que se chama de catarata secundária. Nesse caso, ela acontece como efeito colateral de alguma outra condição, sendo comum entre diabéticos. Tem grande incidência em quem faz tratamento de glaucoma ou faz uso de corticosteroides.

Existe ainda a catarata traumática, que é resultado de alguma lesão nos olhos. E a catarata congênita é aquela que se apresenta já no nascimento do bebê ou acontece durante seu primeiro ano de vida.

Descubra o que pode causar a doença nos olhos

O tipo de catarata já antecipa qual pode ser sua causa. No entanto, existem muitos fatores de risco que nem sempre são levados em consideração. Saiba quem tem mais chances de desenvolver a doença:

  • fumantes;
  • diabéticos com a glicemia desregulada;
  • pessoas que tem contato com radiação ultravioleta regularmente;
  • obesos;
  • quem sofre com inflamações ou lesões oculares;
  • quem utiliza corticoides por muito tempo;
  • quem faz reposição hormonal,
  • míopes com alto grau;
  • alcoólatras;
  • quem tem histórico de glaucoma na família;
  • quem sofre com glaucoma, descolamento de retina e retinite pigmentosa.

Profissionais que não tomam devidos cuidados e são expostos durante raio-x também integram essa lista. Grande parte dos fatores de risco pode ser prevenida com hábitos adequados. Uma acompanhamento especializado é essencial para esses grupos, para que possam tratar a doença precocemente, se necessário.

Também é importante evitar ficar muito tempo exposto a telas do celular, do computador ou da televisão se sentir algum sintoma. A luz muito forte pode ser prejudicial, causando ainda mais sensibilidade nos olhos.

Entenda quais são os sintomas dessa doença nos olhos

É fácil perceber quem já tem catarata, o olhar fica opaco, como se tivesse uma névoa. Entretanto, os sintomas aparecem antes dessa fase.

Um dos primeiros sinais da doença é mesmo a sensação de vista embaçada. É como se tivesse uma fina camada que impedisse a visão completa, ou como se houvesse um pózinho atrapalhando a vista. Pode ser apenas em um olho.

O que acontece também e costuma ser subestimado é a visão com muito brilho. Se trata de uma distorção relacionada ao mau funcionamento do cristalino. Enxergar de maneira turva é outro sintoma bastante comum, às vezes confundido com outras doenças.

Pode ser ainda que a pessoa desenvolva muita sensibilidade a luzes. Claro que um breve desconforto é até normal quando você se depara com muita claridade, entretanto, isso não pode causar dor, por exemplo. E nem ser uma sensação duradoura.

Além desses sintomas mais concretos, há outros mais sutis. Alguns idosos parecem ter mais dificuldade em cumprir sua rotina. À primeira vista, é algo relacionado à idade, porém, há casos em que está relacionado a problemas de visão mesmo, que a pessoa não sabe como identificar.


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Quando algum desses sinais aparecem, é importante procurar um médico oftalmologista. Mas há também que se fazer check-ups mesmo para quem se sente saudável. Nem sempre a catarata aprenda sintomas iniciais. Isso faz com que muita gente só descubra a doença quando já está mais avançada.

Durante um exame de prevenção, o especialista vai tentar entender o histórico e possíveis riscos. Depois, segue o exame normal de acuidade e acontece também o chamado exame de lâmpada de fenda, onde é possível ver se há algum problema. A retina é outro ponto a ser avaliada. Sabe quando você chega para a consulta e pingam um colírio para dilatação da pupila? O objetivo é antecipar qualquer sinal de catarata. Esse protocolo é simples e contribui para o início de tratamentos precoces.

Saiba como é feito o tratamento

Você já deve ter conhecido ou ouvido falar em quem fez cirurgia de catarata. Realmente, se trata de um procedimento bastante comum. Entretanto, não é a única maneira de se tratar a condição.

É possível curar a catarata ou reduzir os sintomas apenas com o uso de óculos de leitura e de sol, por exemplo. Para catarata congênita, porém, o tratamento exige colírios do tipo midriáticos, além de óculos específicos.

A cirurgia é indispensável quando:

  • há dificuldade de realizar as tarefas do dia a dia;
  • a visão está muito afetada;
  • interfere na qualidade de vida;
  • pode levar a outras doenças nos olhos.

O procedimento possui diferentes maneiras de ser realizado. O importante é remover o cristalino que está embaçado, substituindo por uma lente transparente que vai cumprir o mesmo papel. Para a maioria dos pacientes, é o suficiente para corrigir a visão.

Há situações, no entanto, em que apenas a correção não resolve o problema. Nesse caso, é indicado o uso de óculos após a cirurgia.

Em crianças, o ideal é esperar até os 6 anos para poder operar os olhos. A cirurgia só acontece antes se houver diferença muito grande entre um olho e outro.

Compreenda como é a recuperação após a cirurgia

As complicações do pós cirúrgico de catarata são pequenas. Há a possibilidade de sangramentos, mas é raro. Em alguns dias, dependendo da inflamação local, o paciente tende a recuperar a visão. Pode ser preciso manter o uso de óculos, tudo depende de cada caso.

Depois do procedimento, não existe reincidência da doença, já que houve uma substituição do cristalino. O que pode acontecer, em pouquíssimos casos, é que a lente sofra uma fibrose que a deixe também embaçada, mas é incomum.

Para encerrar, vale dizer que a catarata é uma doença tratável e com boas chances de recuperação total. Existe a possibilidade da doença causar cegueira completa, mas apenas se o tratamento não for iniciado a tempo. Entretanto, como é uma condição que avança lentamente, isso tem sido cada vez mais raro. Por isso, é importante não deixar para depois e procurar o médico sempre que houver alguma alteração.

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